A importância do EPS para a indústria brasileira

Definição

Poliestireno expandido, conhecido pela sigla EPS (do inglês Expanded Polystyrene), é o popular “isopor” que praticamente todos conhecem. Sua definição técnica consiste em um homopolímero que provém do processo de polimerização de um hidrocarboneto aromático não saturado, chamado Monômero de Estireno. O material foi descoberto e desenvolvido na Alemanha, em meados do século XX.

Como é fabricado?

O EPS é produzido através de polímeros derivados do petróleo. O termo “expandido” é dado porque as pérolas de poliestireno fabricadas aumentam em muitas vezes de tamanho, sendo que este material consiste somente em 2% de plástico (o restante é praticamente ar).

Basicamente seu processo produtivo consiste em 4 etapas:

  1. Pré-expansão – no pré-expansor, as pequenas esferas de poliestireno começam a crescer, ganhando volume e perdendo densidade (o gás pentano começa a sair e as partículas de poliestireno começam a crescer);
  2. Silo – etapa de descanso do material por cerca de 6 horas para crescer ainda mais de volume. Com isso, o material é preparado para a etapa seguinte);
  3. Moldagem – essa parte consiste na injeção do EPS em moldes por vácuo ou ar comprimido.
  4. Finalização – o material é levado à forma final desejada. Muitos dos EPS produzidos são cortados através de uma linha quente. O material restante ou em excesso é reaproveitado em uma próxima corrida de produção, ou seja, é reutilizado, não gerando descarte de poliestireno.

Devido à importância desse material para a indústria brasileira, há fábricas espalhadas nas 5 regiões de nosso país, com produção em larga escala.

EPS e a Questão Ambiental

O Poliestireno expandido tem a vantagem de poder ser 100% reutilizado, tendo em vista que sua composição não muda e, por não ser tóxico, ele não prejudica o ar, solo e mares. No entanto, é inegável o seu impacto ambiental negativo. Não pela sua reutilização, mas por causa do seu descarte inconsciente por muitos consumidores de EPS.

Infelizmente, muitos não colocam os materiais feitos de EPS na lixeira destinada a plástico e, assim, o poliestireno acaba se instalando nos solos, rios e lagos. A consequência disso é que muitos animais confundem as partículas do EPS com alimento, gerando intoxicação em peixes, tartarugas e demais animais marinhos e terrestres.

Outro ponto a ser considerado é que o EPS, por conter praticamente 98% de sua composição em ar, é um material muito leve, o que torna esse material economicamente menos atrativo para recicladores ambulantes. Assim, se o Poliestireno é indevidamente descartado, isso se torna um grande problema ambiental.

Apesar desta preocupante questão, muitas toneladas desse plástico são recicladas em nosso país. Há diferentes processos que permitem a reutilização do EPS, são eles: quimicamente (gerando solventes e colas), energicamente (para geração de energia elétrica e térmica) e mecanicamente (produzindo outros plásticos).

Importância para a Indústria Brasileira

Há diversas aplicações do poliestireno expandido na indústria e no cotidiano de brasileiros. Listaremos as principais utilizações deste importante material:

  • Embalagens: utilizadas para levar produtos perecíveis a longas distâncias (como frutos do mar, carnes, vegetais) com o intuito de conservar um pouco a sua temperatura; para transportar bens (muitos eletrodomésticos são embalados com isopor) e alimentos de forma que não se movam dentro da embalagem e também para evitar avarias;
  • Caixas: a caixa de isopor é o material mais popular entre a gama de produtos que se originam do EPS. Esse material é utilizado principalmente como isolante térmico, oferecendo também facilidade de limpeza e um local com baixa umidade;
  • Blocos na Construção Civil: o EPS é utilizado em diversas etapas construtivas e apresenta vantagens econômicas em obras e reformas. Parece estranho, mas muitas casas são construídas com isopor! Por ser um material versátil, muitos arquitetos e engenheiros têm escolhido o poliestireno expandido no lugar de materiais tradicionais. Além disso, esse plástico apresenta as seguintes qualidades: baixo custo de uso e aquisição, praticamente não gera resíduos, bom isolamento térmico e acústico, boa compatibilidade com madeira e cimento, bom substituto do concreto. Por passar por um simples procedimento de montagem, os blocos de isopor não requerem mão de obra especializada. Além de blocos, há outras finalidades que o EPS oferece na construção civil:
    • Forros: a produção de telas e coberturas que isolam e decoram a parte superior de salas. Os forros de EPS podem ter aspecto tradicional claro de isopor ou ser pintado conforme o gosto e objetivo do projeto arquitetônico;
    • Lajes: com o avanço da tecnologia, o EPS têm sido material para lajes, por apresentar baixa densidade e alta resistência a impactos mecânicos, além do seu baixo custo em comparação ao concreto e lajotas cerâmicas.

Na construção de casas, há situações em que a construção com o uso do EPS se torna mais rápida, com um custo muito menor e com o triplo da resistência em comparação a uma obra convencional. Apesar de tantas vantagens, também há pontos negativos que o construtor deve levar em consideração na utilização do EPS: baixa aderência ao reboco, apesar da aderência do isopor (para evitar esse problema, deverá utilizar aditivos que atenuem essa situação); como ainda é uma tecnologia relativamente nova, muitos trabalhadores não sabem trabalhar com EPS, apesar de simples a sua aplicação; mudanças bruscas no interior de uma casa devem ser feitas de maneira muito delicada se tiver EPS em sua estrutura; falta de programas para cálculos estruturais especificados para EPS, ou seja, há falta de oferta tecnológica que facilite ou possibilite a utilização dessa tecnologia.

Há novas medidas e diferentes produtos que têm sido criados com o EPS, relevando ainda mais a participação desse produto na indústria brasileira. Além de todas essas aplicações na construção civil, o poliestireno têm sido utilizado inclusive como matéria prima para piscinas.

Poliestireno é um plástico muito interessante que, devido às suas aplicações, conforme citado nesse artigo, é um material de extrema importância para a indústria brasileira, tanto por sua utilização na produção de produtos de refrigeração e transporte, como na sua utilidade na construção civil.

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